domingo, 11 de dezembro de 2016

Introspecção

Gratidão.
Daí me pergunto o que fazer com ela, como expressá-la.
E me respondo: responsabilize-se. Basta. É muito mais simples, é natural, natureza. Conecte-se.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A provável benevolência campestre

Final de semana no campo, final de semana perto da natureza, perto de mim mesma, dos meus pensamentos, sentimentos e sensações, final de semana longo, produtivo, bom!


Impressionante a sensação de que os dias são mais longos no campo.  Sim, o relógio estava esquecido em algum lugar da mala, mas não foi só isso! A sensação que tive foi a de que eu estava muito mais atenta a mim mesma e menos preocupada em atingir as expectativas das várias pessoas e instituições que fazem parte da minha louca rotina paulistana.

A cidade tem dessas, imprime na gente uma necessidade urgente de ser e ter, de crescer, conquistar, aparentar. As empresas estabelecem seus prazos e metas, é preciso atingí-los para seguir minimamente estável e com alguma possibilidade de crescimento. Chefe e cliente precisam estar devidamente satisfeitos com a sua produção. É preciso ser bem-sucedido, produtivo. E nesta ânsia maluca, esquemos de nós mesmos e, sem percebermos, já somos parte da loucura urbana, correndo atrás do tempo e deixando tanto tempo pra trás.

O campo, ao meu ver, é mais benevolente. Apesar da lógica capitalista se alastrar impiedosamente por toda parte, me parece que ali ainda há espaço e tempo para ser quem se é, sem precisar estar todo o tempo sendo e vivendo a partir da lógica e demanda do outro.

Bom, lá venho eu mais uma vez com as minhas divisões binárias! Não, não quero ser simplista e esconder nesta minha dialética a complexidade de um ou outro espaço. Nem sei muito bem como estruturar os meus argumentos. Vou pensar melhor a respeito destas minhas impressões e, quem sabe, ainda escreva um pouco mais. Mas o fato é que, no campo, pude experienciar pelo menos um pouquinho da liberdade de me ver ligeiramente descolada das pressões urbanas que, porque permito, me invadem. Se o campo foi o grande responsável por isso, não sei ao certo. Mas que ele influenciou, disso não tenho dúvida!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A minha dialética

Há já algumas semanas um amigo querido, após ler um dos posts deste blog, comentou que eu era "dialética". Puts, dialética? Já ouvi este termo diversas vezes na faculdade, li o "O que é dialética" daquela coleção 'Primeiros passos', mas ainda assim confesso que este conceito permanecia abstrato demais pra mim. Eis que ontem entendi um pouco melhor não apenas o termo, mas o cometário deste meu amigo sobre a minha forma de organizar o pensamento. Acho que ele tem razão na observação que fez!

Tudo começou quando, refletindo sobre as minhas dificuldades e potencialidades, me percebi quase que duas pessoas: uma muito segura de si e outra muito frágil, insegura. Me diverti por alguns minutos comparando as duas - uma era quase o inverso da outra! De repente me dei conta que quem se divertia com toda aquela comparação era uma terceira parte de mim. Que percepção libertadora essa! Sim, pois por que raios eu havia escolhido me pensar a partir de uma divisão binária? O 'dois' (bom/mau, alto/baixo, justo/injusto, fiel/infiel, etc) simplifica, limita. A chegada desta terceira parte possibilitou uma quarta, quinta, sexta...

O ponto é que esta reflexão sobre as minhas partes é uma pequena amostra de como eu frequentemente organizo os meus pensamentos: em duas partes! E lá fui eu de novo tentar decidir se era bom ou ruim ser assim! Rsrs! Pensei que a minha dialética acaba sendo um tanto simplista, sim. Seria bom ficar mais atenta aos seus mecanismos quando eles aparecerem. Mas ela me ajuda a organizar meus pensamentos e, por sorte, assim como a dialética produz novas sínteses, não raro o contraste entre as duas partes acaba gerando uma terceira! Pelo menos foi assim ontem!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vendo por outra perspectiva

A Tânia me ajuda aqui em casa a cada 15 dias. Pagamos bem menos do que aquilo que ela merecia ganhar pelo trabalho que faz. Na verdade é complicado mensurar trabalho: qual é o valor de um banheiro lavado ou uma camisa passada? De um apartamento organizado? E de uma aula de geografia, da produção de um programa de TV, de uma massagem, uma orientação médica, uma conta paga na boca do caixa?

Uma amiga minha, num bate-papo, diria que eu pago bem demais a Tânia e, noutro, defenderia um mínimo para uma sessão de fisioterapia. O mínimo é maior que a diária da Tânia e a defesa advém do fato de ela ser fisioterapeuta.

Muitas pessoas justificam a baixa diária que pago para Tânia, ou os baixos salários do segurança do banco, do porteiro, do moço que trabalha no caixa do supermercado, dizendo que estas pessoas não estudaram, não têm curso superior e, muitas vezes, nem ensino médio. E o que você acha disso?

Vou dizer o que eu acho (na verdade o que acho foi - e é - construído a partir daquilo que fui ouvindo durante a vida. Nada de muito inovador ou original, ok?!): acho que pagamos salários muito baixos para estes profissionais e, com isso, contribuímos para a construção de uma sociedade menos homogênea, justa e igualitária (3 palavras belamente utilizadas por Maria Conceição Tavares em uma rápida declaração para os jovens economistas).


O que vou dizer é meio óbvio e complexo ao mesmo tempo, mas vou tentar dizer mesmo assim: com a diária que eu pago pra Tânia (ok, confesso: R$ 60,00), qual a chance que dou a ela de almejar a conclusão do ensino fundamental? Perguntei a ela se ela não gostaria de voltar a estudar. Ela disse que já quis, hoje não quer mais. Disse que começou a trabalhar em casa de família aos 13 anos pra ajudar sua família (lá no nordeste), parou de estudar e nunca voltou.

Claro, não quero ser romântica e sair defendendo cegamente a Tânia (e, com ela, toda uma classe de trabalhadores). A Tânia é também responsável pelos rumos que sua vida foi tomando. Mas digo "também", porque realmente acho que ela não é a única responsável.

Como é possível apontar o dedo para alguém com uma trajetória de vida tão diferente da minha? Aos 13 anos eu estava estudando no período da manhã em escola particular e fazendo aula de balé e futebol no período da tarde! Independente de quanto meus pais pagavam numa coisa ou noutra, fica muito claro que existe um grande abismo entre a minha realidade e da Tânia.

A mim foi dada a chance de contato com a cultura, com leituras, com o pensamento lógico, a oportunidade de escolher um curso universitário e de cursá-lo, de pensar e construir um futuro. À Tânia, não. Sim, ela poderia ter "dado a volta por cima", batalhado, concluído os estudos, como muitos fazem. Mas para isso, a Tânia teria de ver ao longe uma boa perspectiva de que sua vida se tornaria consideravelmente melhor. Porque, diferente de mim, a Tânia teria de trabalhar, estudar e viver ao mesmo tempo: um esforço que, para tomar forma, precisa valer a pena! Ela não conseguiu ter esta visão. Nem ela nem a grande maioria que a cerca no Jd. Maria Luiza. Eu fui levada a pensar sobre o meu futuro: minha família, professores, as pessoas que me cercavam me impeliam a pensar sobre isso. Classe média pensa o futuro! E enquanto eu pensava no futuro, a Tânia estava se preocupando com o dia de amanhã, com a conta do mês.

E sabe o que eu faço quando pago R$ 60,00 para Tânia por um dia do seu trabalho? Imponho uma realidade semelhante ao filho dela, que ajuda trabalhando na feira. Qual a chance que ele tem de competir na vida com um possível filho meu? Poucas. Percebe como desta maneira não contribuo para uma sociedade mais igualitária?

De novo: não quero ser romântica, nem quero que eu e você demos as mãos e transformemos a realidade deste país de um dia para o outro. É tudo muito complexo e minha cabecinha não dá conta do problema como um todo. Sei disso. Mas acho que é preciso pensar a realidade da Tânia pela perspectiva dela, não pela minha. Entende? Olhar para a vida e as escolhas dela da mesma maneira que olho para as minhas só vai fazer com que eu a exclua e explore ainda mais. E o pior: exclua e explore com a consciência tranquila.

Precisamos de consciência tranquila para seguir vivendo as nossas vidas. Fato. Mas precisamos também nos permitir certas inquietudes, nos permitir pensar socialmente e não apenas individualmente, nos permitir novos olhares e novas perspectivas. Bom, é o que eu acho!

domingo, 4 de setembro de 2011

Foda-se

Então, me parece que este verbo está ganhando uma importância toda especial pra mim recentemente. Explico: eu sempre fui muito certinha. Quando na escola, sentava sempre na frente, boa aluna, muito atenta aos professores. Na facu, estupidamente empenhada. Digo estupidamente, porque tomei as aulas e a academia como fonte única de conhecimento. Estupidamente porque nunca me vi capaz de buscar o "conhecimento" (gordas aspas aqui, como diria o meu querido Jorge, já que certamente não vejo conhecimento como algo objetivo, merecedor de artigo definido na frente, mas me faltou palavra melhor. Vai assim mesmo.) por conta própria. As leituras que fiz nos 5 anos de universidade foram todas tópicos trabalhados em sala. Por sorte passei por professores incríveis e, consequentemente, li e aprendi muita coisa. Mas nada se compara à leitura motivada por interesses pessoais, particulares, individuais. Pelo menos pra mim! Pra mim, nada se compara à descoberta de alguma coisa.

Eu disse no primeiro post deste blog, inclusive, o quanto me alegra fazer algo por motivações internas, intrínsecas. E acho que me alegra tanto porque sempre tive dificuldade para perceber as minhas motivações, o meu gosto, construir as minhas opiniões... Estas percepções exigem sintonia com você mesmo e auto-confiança, coisas que parecem estar se refinando apenas recentemente aqui dentro! (E que bom!) O fato é que, seja pela razão que for, sempre fui refém da opinião e do gosto do outro. Claro, não de qualquer "outro": daqueles que admirava (invejava até).

Puxa, impressionante como a inveja é amiga quase que inseparável da insegurança. Bom, mais uma vez: pelo menos pra mim! Quando você não se conhece, não está (desculpe a repetição, mas...) sintonizado consigo próprio, tende a buscar ser aquilo que o outro é (vamos combinar que tudo aqui é: "pelo menos pra mim"? [rsrs]). Daí essa minha tão criticada característica, a indecisão. Claro, como decidir o que vestir se eu não consigo perceber aquilo que me apetece (Jorge, ó você de novo!)? Muito difícil conseguir me vestir de forma semelhante às diversas pessoas e aos diversos estilos que admiro (então, tem mais essa: sou consideravelmente aberta a ponto de conseguir admirar estilos bastante diferentes!). Resultado: horas colocando e tirando roupas e frequentes passeios mal humorados por conta da mera percepção de não ter acertado no estilo. Que droga.

Claro que o "vestir", aqui, é uma alegoria de toda essa reflexão maluca (não que não tenha a sua relevância nessa minha caminhada. Tem, e muita - infelizmente). A indecisão é minha parceira de longa data nesta área e em diversas outras. Resulta da desastrosa combinação: dificuldade de perceber os meus gostos e o consequente desejo de ser um pouco daquilo que o outro é (o que acabei chamando de inveja).

Caramba, e o que tudo isso tem a ver com "foda-se", Thays? - você deve estar se perguntando. É, nem sei direito [rsrs], me perdi um pouco! Deixa-me retomar o fio da meada: tudo isso para dizer que esse meu jeito "certinha", que mencionei no início do texto, é resultado da falta de percepção daquilo que me agrada, da consequente exaltação do "outro" (acompanhada até de certa inveja, de certo desejo de ser o outro), do ato de depositar nele toda a expectativa de aprendizado e, como derradeira e desastrosa consequência, do medo de decepcioná-lo (à entidade "outro" que neste post se estabeleceu).

É aí que mora o verdadeiro problema. Nossa, você não imagina o quanto este medo já me assombrou nessa vida, e ainda assombra. (Por favor, estou aqui revelando muito de mim. Peço que, em retribuição à confiança que lhe dou, tenha cautela antes de sair me rotulando - ó o tal medo! [hehe]). E ele não vem assim, revelado. Vem, ao contrário, velado, disfarçado, quase imperceptível. E se revela através da passividade diante da busca pelo conhecimento, da dificuldade em dizer não, de defender uma idéia... (Calma, preciso me defender aqui: não me imagine menina tonta, sem opinião. Não, pelo contrário até: aquilo que aprendo com a entidade (com o "outro"!) trago pra dentro de mim com força. Faço meu. E defendo. Mas defendo quando me sinto confortável, quando o "medo" (nossa segunda entidade do post) se retira. E isso não é tão incomum assim.)

Pois bem, o "foda-se": eis que recentemente este medo tem sentido medo de mim!! É o que parece! Tenho me percebido dizendo tanto "foda-se" nos meus diálogos internos! E, de longe, isso não é um descaso para com o outro, um desabrochar de certa irresponsabilidade ou irreverência inconsequente. É, no entanto, uma aguçada percepção de quem eu sou e uma sensação boa de gostar do que vejo, a ponto de não me importar com o que o "outro" irá pensar de mim. Veja, a caminhada não é tão simples: minhas inseguranças estão aí, atentas e oportunistas. Mas tenho aberto meus olhos também: a batalha não será tão fácil!

Ufa, era isso! Obrigada por ler até aqui!
Beijos!



Caramba, como pude pensar que eu não tinha o que dizer?! Pareço uma matraca! Nossa!
Há pouco entrei no quarto pra pegar uma blusa de frio e o local está impenetrável, tamanha a bagunça. Foi inevitável um riso de canto de boca seguido por um silencioso, mas não menos voraz, "foda-se"!!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Porque Brasil não é São Paulo e música brasileira não é bossa nova

Hoje me dei conta com maior clareza que Brasil não é São Paulo e música brasileira não é bossa nova. Por favor não me levem a mal: amo e desfruto de ambos com muita intensidade! Mas esta noite comecei a perceber que existe muita coisa para além daquilo que meus olhos e ouvidos puderam até agora perceber.

Talvez um leitor ou outro se antecipe e me ache no mínimo "lenta" por perceber isso apenas aos 27 anos, não sei. O fato é que recentemente descobri a bossa (através das vozes deliciosas de Rosa Passos e Leny Andrade) e vidrei nela. Acreditei ter encontrado a resposta para aquela terrível pergunta que tanto me aflige: "e, me fala... que som vc curte?"

Meu, sei lá que som eu curto! Num bate papo com outra pessoa que estimo demais, ouvi sobre a formação do gosto. Não me recordo ao certo (quem sabe não retomo este papo com ela e volto a postar sobre o assunto qualquer dia?!), mas ao que parece, gostamos daquilo que conhecemos, ou melhor, somos levados a dizer que não gostamos de coisas que, na verdade, não conhecemos (ok, retomarei o papo! [rsrs]). Enfim, como poderia eu falar que não curto aquilo que não conheço, dizer que não gosto de ópera, sem conhecê-la minimamente?

Então como eleger um ou dois estilos musicais para serem meus favoritos? Eu conheço tão, mas tão pouco de música! Eita pergunta chata esta! De qualquer forma, tudo indicava que eu tinha encontrado a minha resposta: bossa nova! E, de fato, como gosto de ouvir as gravações que essas duas (Rosa Passos e Leny) têm de clássicos (tá aí outra coisa que acho chata: "clássicos" - mas esse papo vai ter que ficar pra uma próxima, mesmo porque nem sei direito por que essa palavra me incomoda tanto) da bossa (ou daquilo que imagino ser bossa nova!).

Mas hoje fui pela segunda vez ouvir e dançar ao som de Pé de Mulambo e percebi a sabedoria daquela minha questão: "sei lá que som eu curto!". Bossa nova é uma delícia, mas o som que esses caras fazem (que, por ora, nomearei de forró - quem sabe um dia eu consiga ser mais específica!) é, também, fenomenal! E, para ajudar nesta minha longa reflexão, tive o privilégio de conversar com Junior Caboclo que, pelo que entendi, dá suas canjas com o Pé de Mulambo e, entre outros trabalhos, toca na Banda de Pífanos de Caruaru. E ele, com aquele sotaque que tanto me encanta, falou de muitos ritmos e festas e instrumentos e músicas e compositores... falou de Recife e Caruaru e de sua cidade (infelizmente não me recordo do nome)... e dos trabalhos que faz, dos instrumentos que toca, dos seus mestres... Enfim, um papo curto porém riquíssimo pra mim! E depois dele participei (também bem mais como ouvinte!) de outros papos. Uma noite cheia de trocas que me conduziu pra casa inebriada por tantas reflexões (vejam que não consigo parar de escrever!).

E tudo isso me ajudou a perceber que o Brasil é enorme e que a nossa música é muito rica e que tem gente demais e muita coisa rolando por aí afora. Que percepção bacana essa! Eu precisava compartilhar! =)




Ah, logo mais escrevo um pouco sobre "O Quinze". Preciso de mais tempo livre!
E outra coisa: vocês sabem por que as pessoas escrevem bossa nova com letra maiúscula?

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A inspiração

E pra começar, deixe-me creditar a "O Quinze" (de Rachel de Queiroz) a inspiração para o início deste blog. Ainda hei de falar mais sobre o livro, mas por ora digo apenas que ele me emociona, me provoca, me inquieta demais. Viagem minha ou não, sinto-me sintonizada com "a Rachel".

Sei da independência que a obra tem em relação ao seu autor, que minha leitura é, inevitavelmente, mediada pelos meus valores e experiências, mas ouso dizer que me sinto muito próxima desta autora, como se eu conseguisse sentir um pouco das angústias que, na minha ousada imaginação, ela sentia quando escreveu o livro. E sinto uma vontade enorme de expressar o que percebo e entendo de alguns trechos.

Hoje, no metrô, eu estava completamente tomada pelo que lia, muito emocionada, quando fui interrompida por um rapaz, que encostou na minha mão e perguntou se eu estava bem. Olhei pra ele e disse que sim, que eu estava apenas emocionada com a leitura, e voltei para o livro, na tentativa de finalizar o capítulo. Mas era impossível. Não vi sentido em sentir e pensar tanta coisa e guardar aquilo pra mim.  Pois me revesti dum espírito meio missionário/propagandista e falei do livro pro rapaz! Nem sei se fiz bem (esse espírito missionário me soa um tanto arrogante, na verdade) e ele pareceu não compreender muito bem por que aquilo estaria me emocionando tanto. Mas o fato é que senti que precisava me expressar, que não me bastaria apenas a leitura do livro. Me senti inspirada. E foi essa inspiração que me trouxe aqui! Agora só me resta desejar que ela perdure e me sensibilize para outras tantas leituras e tantas outras expressões artísticas que ainda estão por vir! Tomara!